Ação integrada entre as polícias Militar e Civil terminou sem feridos; arma de fogo, munições e celulares foram apreendidos durante a operação.
Uma intensa operação
integrada entre a Polícia Militar do Estado do Pará e a Polícia Civil resultou
na prisão em flagrante de dois homens suspeitos de praticarem um assalto a uma
casa lotérica no município de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó. A
ocorrência, marcada pela manutenção de funcionários como reféns, mobilizou
equipes especializadas e terminou de forma pacífica após horas de negociação.
De acordo com as forças de
segurança, o crime teve início por volta das 12h, quando dois homens armados
invadiram o estabelecimento e anunciaram o assalto, mantendo funcionários sob a
mira de uma arma de fogo. Assim que foram acionadas, equipes da Polícia Militar
e da Polícia Civil cercaram o local, isolaram a área e deram início ao
protocolo de gerenciamento de crise.
Durante a ocorrência, os
policiais constataram que os suspeitos, identificados pelos apelidos de "Criança",
posteriormente identificado como Edan
Thalisson Pinheiro Ribeiro, e "Tiaguinho", identificado como Tiago Vieira Azevedo,
utilizavam aparelhos celulares dentro da lotérica para acompanhar a
movimentação policial do lado de fora, o que aumentou a complexidade das
negociações.
Ainda segundo informações da
polícia, Edan Thalisson Pinheiro Ribeiro possui apontamentos de possível
envolvimento em um homicídio ocorrido no município de Vigia. O caso será
aprofundado durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Após cerca de duas horas de
negociações, por volta das 14h, o negociador da Polícia Militar, sargento
Chaves, conseguiu a liberação de uma das reféns, uma mulher, mediante um acordo
operacional que incluiu a entrega de dois coletes balísticos aos criminosos.
Mesmo após a liberação, dois funcionários permaneceram sob o domínio dos
assaltantes.
Diante da gravidade da
situação, a operação recebeu reforço de equipes especializadas. Inicialmente,
militares do Grupamento Fluvial chegaram ao município e, por volta das 15h30,
efetivos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) passaram a atuar
diretamente no gerenciamento da crise, em conjunto com o sargento Chaves e o
delegado Daniel Coriolano.
As negociações seguiram
durante toda a tarde. Segundo a polícia, os suspeitos condicionavam a rendição
à presença de familiares. Após articulação das forças de segurança, parentes
dos envolvidos foram transportados de Belém para Ponta de Pedras, chegando ao
município por volta das 17h.
Pouco depois da chegada dos
familiares, os dois homens decidiram se entregar espontaneamente e libertaram
os dois últimos reféns, encerrando a ocorrência sem registro de mortes ou
feridos graves.
Durante a ação, os policiais
apreenderam um revólver calibre .38 utilizado na prática do crime, além de dez
munições.
Enquanto as negociações
aconteciam, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil realizaram
diligências em uma residência localizada na Rua João Cabral de Noronha,
apontada como possível base de apoio aos suspeitos. No imóvel, pertencente à
nacional Débora de Azevedo Trindade, os agentes apreenderam diversos aparelhos
celulares e munições calibre .22.
Segundo a investigação, há
indícios de que a mulher tenha prestado abrigo e apoio logístico aos autores do
assalto, que vieram de Belém para executar o crime. Ela deverá responder pelos
crimes que forem confirmados no decorrer do inquérito.
As investigações também
prosseguem para apurar a possível ligação dos envolvidos com organização
criminosa e a participação em outros crimes violentos praticados no estado.
Após a rendição dos
suspeitos, todos os procedimentos de polícia judiciária foram realizados, e os
presos permaneceram à disposição da Justiça.
Em nota, a Polícia Militar do
Estado do Pará destacou que a atuação integrada com a Polícia Civil foi
fundamental para preservar a vida dos reféns e solucionar a ocorrência de forma
segura, reafirmando o compromisso das forças de segurança com o combate à
criminalidade e a proteção da população.

إرسال تعليق