Ação conjunta prende pai acusado de engravidar a própria filha de 15 anos e captura foragido do Amapá que aterrorizava moradores em Itatupã.
Uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar resultou no
cumprimento de dois mandados de prisão preventiva no Distrito de Itatupã, na
zona rural de Gurupá, arquipélago do Marajó. A operação, considerada de alta
complexidade devido às dificuldades geográficas da região, retirou de
circulação um homem acusado de abusar sexualmente das próprias filhas e um
foragido da Justiça do Amapá por homicídio e tentativa de feminicídio.
Um dos alvos capturados pelas forças de segurança foi um homem que
estava sendo investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a
própria filha, uma adolescente de 15 anos.
Segundo a polícia, a vítima passou por um procedimento de escuta
especializada, onde relatou que sofria abusos sexuais continuados cometidos
pelo pai, com quem coabitava. Durante a investigação, as autoridades
constataram uma situação alarmante: a adolescente já possui um
filho com o acusado e, atualmente, está grávida de quatro meses.
A Polícia Civil informou que há fortes indícios de que o acusado também
tenha cometido crimes similares contra outras filhas.
O segundo mandado de prisão foi cumprido em desfavor de um outro
suspeito que era considerado foragido
pela Justiça do Estado do Amapá, onde responde pelos crimes de homicídio e
tentativa de feminicídio.
De acordo com as investigações, ele estava escondido há alguns meses na
região de Itatupã. Moradores locais relataram que o acusado vinha fazendo
constantes ameaças e intimidações, gerando um clima de forte temor e
insegurança na comunidade rural.
Após ser localizado e detido, ele foi conduzido à autoridade policial
competente para a realização dos procedimentos legais e agora permanece à
disposição do Poder Judiciário.
As autoridades destacaram o elevado esforço operacional das equipes
envolvidas na missão. Parte da ação ocorreu em áreas isoladas e de difícil
acesso no Distrito de Itatupã.
Para alcançar os alvos, os policiais civis e militares precisaram
transpor terrenos de difícil trafegabilidade, enfrentando obstáculos naturais e
condições adversas de deslocamento na região ribeirinha/florestal.

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