Tensão no Marajó: Populares barram operações da Equatorial em São Sebastião da Boa Vista e Curralinho

Manifestações obstruíram o desembarque de balsa e forçaram a suspensão de fiscalizações; Polícia Militar interveio para garantir a integridade física de funcionários e moradores.


Foto: Divulgação


O clima de tensão tomou conta de municípios do Arquipélago do Marajó neste fim de semana. Moradores de São Sebastião da Boa Vista e Curralinho se mobilizaram em protestos coordenados contra operações de fiscalização da concessionária de energia Equatorial Pará. As manifestações, marcadas por ânimos acirrados, resultaram na suspensão imediata das atividades da empresa por questões de segurança.

No município de Curralinho, a Polícia Militar foi acionada para monitorar uma manifestação no porto local. Populares se reuniram para impedir o desembarque de veículos da concessionária que chegavam a bordo da balsa São Domingos.

Assim que a embarcação atracou, os manifestantes obstruíram a saída, dando início a um protesto inflamado. Durante o gerenciamento da crise, a PM confirmou que a situação chegou a um ponto crítico. O responsável pela equipe da Equatorial no local, Lucimão Oliveira Júnior, teria sido agredido por um popular e precisou ser encaminhado à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.

Simultaneamente, em São Sebastião da Boa Vista, a presença de cinco veículos caracterizados e um descaracterizado da concessionária também gerou revolta. Diante dos protestos na cidade vizinha e dos rumores de que o movimento ganharia força localmente, a guarnição de serviço manteve contato com o responsável pela operação, Fernando Dias Guedes.

Por orientação da Polícia Militar, e visando resguardar a integridade física dos funcionários e o patrimônio da empresa, a operação de fiscalização da rede elétrica foi interrompida imediatamente.

Um ponto em comum nas duas ocorrências foi à ausência de comunicação prévia da Equatorial Pará à Polícia Militar sobre as operações. Segundo as autoridades do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), a falta de aviso impossibilitou o planejamento preventivo, gerando transtornos e colocando em risco a segurança pública.

Até o fechamento desta reportagem, as atividades da concessionária seguiam suspensas em ambos os municípios. A Polícia Militar permanece em prontidão para evitar novos conflitos e garantir o restabelecimento da paz nas cidades.

A Equatorial Pará ainda não se manifestou oficialmente sobre os episódios de agressão e a obstrução dos serviços no Marajó.


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